
Michelin e Bridgestone reafirmaram suas cifras de investimentos que, juntas, somam cerca de R$ 332 milhões para ampliar a capacidade de produção, no País, até 2016. A iniciativa visa acompanhar o aquecimento do mercado de caminhões, que anda a todo vapor e deve fechar o ano com a produção prevista de 220 mil unidades, e os fabricantes de pneus mantêm seus planos para seguir o ritmo das montadoras.
“Temos investido constantemente para o que chamamos de criação de valor sustentável”, afirma o presidente da Michelin para a América do Sul, Jean Philippe Ollier. O executivo ressalta que a empresa tem aplicado capital para redução do uso de matérias-primas na fabricação dos pneus a fim de diminuir os impactos no meio ambiente.
De acordo com a gerente de Marketing e Comunicação da Michelin, Albanise Cavalcante Martins, a matriz francesa tem investido US$ 600 milhões, anualmente, em pesquisa e tecnologia para o desenvolvimento de novos produtos. “Queremos a liderança no segmento de pneus radiais”, afirma Martins.
A Michelin reservou aporte de 800 milhões de euros para os próximos 5 anos, dos quais 100 milhões se destinam somente para ampliar em 30% a capacidade de produção da planta de Campo Grande (MS) – que só produz pneus de carga. Hoje, a empresa produz 1,5 milhão de pneus por ano no Brasil. Com as novas ações, a companhia pretende atingir dois milhões de pneus produzidos por ano no país, dos quais cerca de 15% serão exportados para a América do Sul.